segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Cada vez mais favorita

No domingo, dia 14 de agosto, 75% dos eleitores argentinos foram às urnas pela primeira vez para escolher quem são os cadidatos que concorrerão às eleições gerais de 23 de outubro. Nas chamadas prévias, podem receber votos todos os pré-candidatos aos cargos. Os que não atingem nem 1,5% dos votos são eliminados.

A atual presidente, Cristina Fernández de Kirchner, foi além. Mostrou força e conquistou mais da metade dos votos: 50,2%. Com isso, os analistas acreditam que CFK cada vez tem mais chances de vencer as eleições em primeiro turno.

Os outros dois candidatos mais votados foram Ricardo Alfonsín, filho do ex-presidente Raúl Alfonsín, ficou em segundo com 12,4% e Eduardo Duhalde, que esteve um ano na presidência antes de Néstor Kirchner, logo atrás com 12,1%.

Na eleição de outubro, para vencer em primeiro turno, Cristina Kirchner precisa ter mais de 40% dos votos e uma diferença de 10% para o segundo colocado. Depois desses resultados nas prévias, analistas políticos reafirmam a desorganização da oposição argentina, o que favorece CFK. Os grupos contra a atual presidente estão fragmentados e, dessa forma, dividem os votos dos insatisfeitos.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Piñera desce a ladeira

Há quase um ano, depois da história dos mineiros que ficaram presos em uma mina no Deserto do Atacama, o presidente do Chile, Sebastián Piñera, viveu seu melhor momento. Recém empossado, montou aquele circo todo para o resgate dos trabalhadores e divulgou sua imagem de governante preocupado. Resultado: a popularidade dele chegou a 44% (isso não é nada, se comparada a ex-presidente Michelle Bachelet, que deixou o cargo com 78% de aprovação – quase um Lula!).

No entanto, uma tempestade chegou ao mar de rosas de Piñera. Uma nova pesquisa divulgada recentemente mostra que ele conseguiu a façanha de ter a pior avaliação de um governante chileno em 20 anos! Apenas 26% aprovam o governo do bilionário conservador.

Um dos motivos dessa queda livre foi a mobilização de estudantes do país, que chegaram a brigar com a tropa de choque da polícia. Outros protestos contra as políticas de Piñera para a educação, meio ambiente e, claro, mineração, esfriaram a primavera do presidente.

Sebastián Piñera, nas horas vagas, também exerce as funções de empresário de sucesso. É dono desde empresas aéreas até time de futebol e supermercados. Foi eleito pelo povo chileno com a promessa de gerir o governo como se fosse uma empresa. Só que quem olha muito para o lucro esquece das pessoas...

A eleição de Piñera em 2010 fechou um ciclo de 20 anos de mandatos da Concertación, uma coalizão de partidos de centro-esquerda. No entanto, nem esse grupo consegue a simpatia da população: a mesma pesquisa diz que só 17% dos chilenos aprovam a atuação da Concertación. O problema é que, fragmentada, a coalizão não consegue capitalizar a impopularidade do atual presidente.