quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mujica e as sandálias da humildade: recusa imitações

Com o calor de 38º em Montevidéu nesta quinta-feira, o presidente Pepe Mujica apareceu de sandálias de couro na cerimônia de posse do novo ministro da Economia. 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

No Uruguai laico, o Natal é o "Dia da Família"; veja os votos de Mujica e outros presidentes


Os presidentes latinos usaram as redes sociais, programas de rádio e pronunciamentos na televisão para desejar seus votos de felizes festas. Observando o discurso de cada presidente da América Latina, apenas dois se destacam: a fala do ateu Mujica e o slogan ‘feliz chavidad’ de Maduro.

No Uruguai, o Natal é - por lei - o “dia da família” desde o início do século passado. Como Estado laico, o país não tem nenhum feriado religioso. A Semana Santa, por exemplo, foi transformada na Semana do Turismo.

Pepe Mujica – que é ateu – usou seu espaço na Rádio Uruguay para falar sobre o assunto. Disse que não poderia falar de outro assunto porque o Natal toma conta de todos. Citou os ‘costumes não cristãos’. Fez questão de mandar um ‘abraço simbólico’ aos 'jovens que estão olhando para o futuro com alegria e incertezas'.

‘Há muitas pessoas que estão sozinhas. Sozinhas porque sim, porque a roleta da vida assim quis’, disse Mujica. O presidente falou por telefone, ao vivo, na manhã de terça-feira. Ouça o áudio completo aqui (no início da fala do presidente é possível alguém picando alguma coisa ao fundo... seria dona Lucía fazendo o almoço?).

O Natal de outros presidentes latinos:
Sebastián Piñera, presidente do Chile
“Não esqueçamos que os homens fazem os tempos. Sejamos melhores e os tempos serão melhores, e uma casa dividida nunca prevalecerá.”

Enrique Peña Nieto, presidente do México
“Nesta data simbólica, que nos convida para uma reflexão, desejo saúde, paz e felicidade na companhia de seus entes queridos.”

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela
“Feliz Chavidad”




Ollanta Humala, presidente do Peru
Apareceu com a família inteira em rede nacional para desejar feliz Natal. A primeira-dama e cotada para suceder o marido, Nadine Heredia, inclusive.






Horacio Cartes, presidente do Paraguai
“Que a paz e a alegria reinem em todos os lares paraguaios”

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Com prancha de surf, Evo pede 'um mar para a Bolívia'

Reprodução: Facebook
Desde que assumiu como presidente da Bolívia, o índio Evo Morales tem uma obsessão por desfazer uma injustiça histórica: devolver o acesso ao mar para o seu país, perdido na Guerra do Pacífico. Em suma, Evo quer surfar. E deixa isso claro na edição comemorativa de três anos da revista “La Garganta Poderosa”. O presidente aparece segurando uma prancha onde se pode ler “Urgente um mar para a Bolívia”.

Particularmente, acho essa demanda do Evo justa. Sobretudo porque o que ele busca nada mais é do que cumprir o que está escrito na Constituição. Sim! É fato. Está lá: a “recuperação do acesso ao oceano Pacífico” consta como um objetivo nacional boliviano na Carta Magna do país!

Separei algumas frases interessantes da entrevista:

“Não podemos esquecer-nos de onde viemos, nem dos saques aos quais padecemos, nem nossos sofrimentos, nem os 500 anos de submissões.”

“Só me mudavam a roupa para tirar os piolhos.”

“Ficaria muito feliz em dar asilo político ao Snowden.”

“Se a cocaína fosse ianque, seria legalizada em todo o mundo.”

Reportagem da revista aqui.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Chile: Michelle Bachelet tem 63,7% das intenções de voto; eleição ocorre no domingo

A ex-presidenta Michelle Bachelet deve vencer o segundo turno das eleições presidenciais no Chile no próximo domingo. Segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, ela tem 63,7% dos votos contra 36,3% da candidata da direita, Evelyn Matthei. 

Bachelet governou o Chile até março de 2010 e saiu do La Moneda com aprovação de 80%. Não há reeleição imediata no país.

O segundo turno da eleição presidencial acontece no próximo domingo e será o segundo pleito com voto voluntário. Com o voto voluntário, 23% dos entrevistados nessa pesquisa afirmaram que não irão votar. No primeiro turno, mais da metade dos eleitores não foi às urnas.

Os números das duas candidatas – amigas de infância cujos pais serviram juntos até o golpe de 73 – variam quando a empresa Ipsos pergunta se o eleitor tem certeza que votará no domingo. Entre os eleitores decididos, Bachelet tem 66,3% dos votos. No dia 17 de novembro, a ex-presidenta ficou a três pontos percentuais de vencer no primeiro turno. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Maduro comete nova gafe: 'os capitalistas especulam e roubam como a gente'



Outras em: 10 trapalhadas de Nicolás Maduro

Legalização da maconha no Uruguai será votada no Senado dia 10/12

O projeto do governo Mujica que legaliza o consumo e regula a produção de maconha deverá ser votado no plenário do Senado do Uruguai no dia 10 de dezembro. A informação partiu do senador Luis Gallo, integrante da Comissão de Saúde da casa, que aprovou a lei na última quarta-feira apenas com os votos dos governistas.

Salvo algum acidente de percurso, o projeto deve ser aprovado no Senado. A Frente Ampla, coligação de esquerda que reúne quase 30 partidos, tem 16 dos 30 senadores. Os outros 15 são colorados ou blancos. Para ser aprovado, o projeto precisa apenas de maioria simples.

Motivo de uma grande polêmica e assunto do momento no Uruguai, a proposta de Mujica de tomar para o Estado o controle da produção e da venda da maconha para quebrar o narcotráfico respingou do outro lado da fronteira. Defensores do atual e fracassado método de combate ao tráfico de drogas criticam a ideia uruguaia.

Entre os usuários, a avaliação é que a lei dificultará o acesso à maconha. Isso porque o projeto do governo impõe uma série de limitações para a compra da droga (de quantidade, inclusive) e estabelece um preço considerado alto pelos atuais consumidores do mercado ilegal: US$ 1 por cada grama.

Após a provável aprovação no Senado, o projeto segue para assinatura do presidente José Mujica. Só depois disso iniciam as articulações para a implantação do sistema de produção e credenciamento dos locais de venda da maconha. Segundo estimativas informais de integrantes da Frente Ampla, até o final de 2014 (ano eleitoral no Uruguai) o sistema deve estar organizado e em funcionamento.


domingo, 10 de novembro de 2013

“Gracias, Pepe... por existir”

Se você já esteve aqui, deve ter percebido que - assim como muita gente - sou um grande admirador do presidente uruguaio Pepe Mujica. Não é por acaso: esse tupamaro de 78 anos apresenta uma longa lista de motivos para ser admirado: começa em seu passado de luta pela liberdade, passa por sua vida simples e vai até as mudanças implantadas no Uruguai durante seu governo.

Os dois minutos que tive para conversar com Mujica, na terça-feira, 5 de novembro, não foram suficientes para dimensionar o tamanho da minha admiração pessoal. No entanto, esse breve momento ficará guardado na minha memória para sempre: a rápida conversa, o sorriso quando perguntei sobre Manuela (a cadela de três patas), o abraço, o cafuné e a piada com a minha baixa estatura marcaram a primeira oportunidade que tive de dizer “gracias” ao Mujica, “pero por existir”.

Fui ao Uruguai a trabalho, acompanhando o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, em agenda oficial. Na terça-feira, o governador palestrou sobre os desafios da nova democracia na Fundação Líber Seregni, que fica ao lado da sede da Frente Ampla. Na plateia, sentados entre os demais, estavam Pepe e sua mulher, a senadora Lucía Topolansky.

No Uruguai, situações como essa são comuns. Você pode sair para caminhar pela Ciudad Vieja e encontrar o presidente sentado em um bar. Não são poucos os turistas brasileiros que se depararam com Mujica, Lucía e Manuela em algum café ou restaurante de Colônia do Secramento, por exemplo. Pepe sempre atende aos pedidos de foto e distribui sorrisos.

Pepe não parece acostumado a ser pop: quando os elogios começam, ele baixa a cabeça e sorri timidamente, como se duvidasse das palavras do interlocutor. Não é desconfiança, é algo entre timidez e humildade. O jeito simples de Mujica desarma qualquer formalidade e conquista qualquer coração, estrategicamente posicionado no lado esquerdo do peito.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Uruguai 2014: mulher de Mujica e presidente do Frente Amplio disputam vaga de vice na chapa de Tabaré

Lucía Topolansky (esquerda) e Monica Xavier disputam vaga de vice na chapa do Frente Amplio
Estão na mesa as cartas para a eleição presidencial no Uruguai em 2014. Como o país não tem reeleição imediata, o ex-presidente Tabaré Vázquez deve ser o candidato da situação para suceder Pepe Mujica. A coalizão Frente Amplio reúne mais de 20 partidos de esquerda e dificilmente será derrotada pela oposição, mesmo que blancos e colorados se unam – como parece que vai ocorrer.

A eleição de Tabaré Vázquez em 2004 significou, aliás, o fim do tradicional bipartidarismo entre blancos e colorados. Agora, os opositores querem repetir a estratégia que foi vencedora com a criação do Frente Amplio. A esquerda uruguaia percebeu, ainda em 1971, que só governaria o Uruguai se unisse seus diferentes partidos em uma grande coalizão.

No entanto, a querela mais emocionante está na vaga de vice-presidente na chapa de Tabaré. Duas mulheres disputam: Monica Xavier, ex-senadora pelo Partido Socialista e atual presidente do Frente Amplio, e a senadora Lucía Topolansky, mulher do presidente Mujica.

Monica era “candidata estepe” da coalizão, caso Tabaré decidisse não concorrer. Por isso venceu a eleição para presidir o Frente Amplio, um cargo estratégico. Quando foi convidado para liderar a chapa da esquerda, Tabaré pediu um tempo de alguns meses para pensar.

Monica Xavier é a preferida entre os eleitores: tem 56% da simpatia dos eleitores contra 27% da primeira-dama. Os dados são de uma pesquisa recente publicada no Uypress.

Há alguns meses, em conversa de mais de meia hora com Monica Xavier, questionei sobre o futuro político da senadora Topolansky. A presidente da coalizão respondeu vagamente, afirmando que ainda não havia solicitação formal da mulher de Mujica (íntegra da entrevista).

sábado, 28 de setembro de 2013

O desconcertante discurso de Mujica na ONU

Que o presidente uruguaio, o tupamaro José Pepe Mujica, acertou a mão em seu penúltimo discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas poucos discordam. Ele demonstrou preocupação além do limite costumeiro do pensamento que norteia essas reuniões. Em geral, os líderes mundiais vão à ONU com demandas de suas Nações, como fez a presidenta Dilma Rousseff ao criticar a espionagem norte-americana. Mas Mujica surpreendeu e se aprofundou nas características da nossa sociedade atual e em como ela está submissa ao poder do capital.

Reconhecido mundialmente por sua humildade – chamado de “o presidente mais pobre do mundo” -, Pepe Mujica tem todos os atributos para ser o porta-voz da austeridade. E assim o fez. A fala do uruguaio diante dos mais importantes líderes políticos do mundo foi desconcertante. O alcance das ideias de Pepe surpreendeu a todos e ofuscou até as falas do presidente norte-americano, Barack Obama, ou do novo líder iraniano, Hassan Rohani.

Imagino o que passou na cabeça de presidentes e premiês que, enquanto ouviam Mujica falar, que colocavam a mão na testa. O ar pensativo denunciava a efervescência de pensamentos. “Como somos mesquinhos”, é o que espero que passava pela cabeça desses líderes.

Antes de viajar para Nova York, Mujica alertou, quando perguntando sobre o discurso que estava preparando: “se eu falar na ONU tudo o que escrevi, vão isolar o Uruguai”. Ou seja, Pepe não falou nem metade do que pensa ou pretendia. Será que está guardando para seu último discurso, na Assembleia Geral do ano que vem?

Melhor do que tagarelar sobre o que disse Pepe Mujica é escutar o próprio. Abaixo o vídeo com o discurso completo:


Com legendas em português, nesse link.

domingo, 22 de setembro de 2013

Neruda: 40 anos depois, verdade sobre morte do poeta chileno está próxima

Allende e Neruda
Nesta segunda-feira, 23 de setembro, a morte do poeta chileno Pablo Neruda completa 40 anos, assim como o golpe militar que terminou com o governo e com a vida do seu amigo Salvador Allende. Neruda morreu, supostamente vítima de avançado câncer de próstata, apenas 12 dias após aquele 11 de setembro de 1973, quando o Exército, sob o comando do general Augusto Pinochet, bombardeou o palácio La Moneda e tomou o poder.

A morte do poeta, que era tão próximo de Allende, sempre despertou dúvidas pela proximidade com o golpe de Estado. Mesmo aqueles que não acreditam que ele tenha sido envenenado, como denunciou anos mais tarde omotorista do escritor, acham que a derrubada do governo fragilizou a saúde de Neruda.

A verdade sobre a real causa da morte do poeta está próxima. Em abril desse ano, os restos mortais de Neruda foram exumados e amostras estão sendo analisadas dentro e fora do Chile. Ainda não há um resultado.

Allende

Em 2011, o mesmo procedimento foi feito com os restos mortais de Salvador Allende. A perícia concluiu que o ex-presidente cometeu suicídio dentro do La Moneda durante o bombardeio dos militares. 

Os resultados da autópsia de Allende, realizada por especialistas chilenos e espanhóis, foram anunciados dois meses após a exumação dos restos mortais do presidente, realizada em maio de 2011, a pedido da família e de entidades de direitos humanos.

Allende se matou com um fuzil automático AK-47 que, supostamente, foi presidente de Fidel Castro.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Caiu o presidente da Venezuela


O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, levou um tombo durante um passei ciclístico. A cena foi filmada pela TV estatal.

Parece que Maduro aprendeu a cair de bicicleta com seu mentor, o ex-presidente Hugo Chávez. Nesse trecho do documentário "Ao sul da fronteira", o ex-presidente também sofre um pequeno acidente.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Lei do casamento igualitário começa a valer nesta segunda-feira no Uruguai

A partir desta segunda-feira, casais homossexuais podem se casar no Uruguai. A lei que casamento igualitário, aprovada há quatro meses, começa a valer neste dia 5 de agosto.

O Registro Civil uruguaio começará a receber as primeiras inscrições logo pela manhã, iniciará os trâmites legais e marcará as datas das cerimônias.

Elaborada pelo governo de Pepe Mujica, a lei define o casamento como “união de duas pessoas, de qualquer identidade de gênero ou orientação sexual, nos mesmos termos, com iguais efeitos e formas de dissolução”.

A lei do casamento igualitário foi aprovada no dia 10 de abril, depois de passar pelo Senado. Mujica assinou a nova lei no dia 3 de maio.

domingo, 4 de agosto de 2013

Foto inédita: Pepe Mujica e Lucía Topolansky de moto

O presidente do Uruguai, José Mujica, e a mulher, a senadora Lucía Topolansky, posam para foto (data desconhecida)

Prestes a liberar a maconha, Mujica quer restringir venda de bebidas alcóolicas no Uruguai

Nesta semana a Câmara dos Deputados do Uruguai aprovou o projeto que legaliza o consumo e autoriza o cultivo de maconha. Agora, o projeto depende de aprovação no Senado e assinatura do presidente, José Mujica, para entrar em vigor. Também esta semana, o governo de Pepe enviou ao Congresso uma proposta de lei pararestringir a venda de bebidas alcóolicas. Pelo texto, a venda de álcool seria proibida entre 22h e 8h.

“Nós, uruguaios, bebemos muito e bebemos mal, e esse é um problema que precisamos solucionar”, disse o secretário da Presidência, Diego Cánepa. De acordo com ele, cerca de 200 mil pessoas têm problemas de saúde por causa do consumo abusivo de bebidas no Uruguai, país de 3,5 milhões de habitantes.

O projeto pretende regular e reduzir gradativamente o número de estabelecimentos comerciais autorizados a vender bebidas alcóolicas, que hoje é de cerca de 36 mil em todo o país. A proposta de lei também proíbe a venda ou qualquer tipo de fornecimento do produto para ser consumido fora de um bar entre 22h e 8h.

Enquanto o projeto que legaliza a maconha ainda depende da aprovação do Senado e da assinatura de Mujica para entrar em vigor – o que deve acontecer até o final deste ano -, a lei contra o consumo de bebidas alcóolicas ainda não entrou na pauta do parlamento uruguaio.

sábado, 13 de julho de 2013

Trollagem do ano: estagiário inventa nomes de pilotos de voo da Asiana acidentado em São Francisco (EUA)

A Comissão Nacional de Segurança dos Transportes (NTSB, pela sigla em inglês) dos Estados Unidos pediu desculpas neste sábado por ter identificado os pilotos do voo da Asiana Airlines, que se acidentou em São Francisco há uma semana, com nomes ofensivos. A emissora local KTVU, afiliada da Fox News, disse, citando as autoridades como fonte, que os pilotos se chamavam "Sum Ting Wong," "Wi Tu Lo," "Ho Lee Fuk" y "Bang Ding Ow".

Os nomes, na verdade, são trocadilhos com frases em inglês pronunciadas como coreano. Sum Ting Wong seria o equivalente a “something is wrong” (alguma coisa está errada), Wi Tu Lo seria “we are too low” (voamos muito baixo), Ho Lee Fuk equivaleria a “holly fuck” (exclamação vulgar de surpresa) e Bang Ding Ow, os sons do acidente.

A informação foi divulgada no telejornal do meio-dia da última sexta-feira. Pouco depois, os jornalistas perceberam que se tratava de uma brincadeira e pediram desculpas pelo erro. “Esses nomes não estão corretos, apesar de terem sido passados por um agente da NTSB em Washington”, disse a emissora.


Neste sábado, a NTSB explicou o que aconteceu: “em resposta a uma pergunta de um meio de comunicação, um estagiário de verão atuou fora de suas funções autorizadas quando confirmou erroneamente os nomes da tripulação do voo”. A comissão disse ainda que “tomará as medidas necessárias para assegurar que erros sérios como esse não se repitam”.

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Nunca esqueça que um santo é um pecador que persevera"; veja frases famosas de Nelson Mandela

"Nunca esqueça que um santo é um pecador que persevera" (1975)

"Uma boa cabeça e um bom coração são sempre uma formidável combinação" (1976)

"Uma família feliz é um pilar importante para qualquer homem público. Poucas pessoas são tão essenciais ou perigosas para o sucesso ou fracasso de um político como uma boa esposa ou uma namorada" (1979)

"Na história da humanidade ficará para sempre uma mancha quando todos lembrarem que o crime do apartheid realmente aconteceu" (1990)

"Devemos lutar contra as tentativas de dividir o nosso povo em facções étnicas, para converter sua rica variedade em perigo com o qual perfuram os nossos corações" (1991)

"Decidi pegar em armas porque a única opção restante era entregar e submeter à escravidão" (1991)

"É seu dever [jornalistas] examinar a conduta de figuras públicas e expô-la" (1992)

"A ação em massa tem a capacidade de derrubar governos" (1993)

domingo, 23 de junho de 2013

Nelson Mandela quando soube que seria libertado, em 1990, depois de 27 anos preso: "é cedo demais"


"É cedo demais". Foi a resposta ouvida por Frederik de Klerk, o último presidente branco da África do Sul, quando disse a Nelson Mandela que ele seria libertado, há mais de 23 anos.

Klerk ficou perplexo com a frase do líder da luta contra o apartheid e argumentou: "Senhor Mandela, como o pode dizer que é cedo demais? Já está há muito tempo aí dentro. Vamos negociar muitas coisas no futuro, mas sobre a data de libertação, não! No entanto, podemos negociar onde e a que horas o senhor quer ser libertado".

A história foi revelada pelo próprio Klerk, que viria a ser vice-presidente na gestão de Mandela e dividiria o Prêmio Nobel da Paz com ele, no último dia 15 de junho.

Madiba deixou a prisão no dia 11 de fevereiro de 1990, após 27 anos detido. Condenado a prisão perpétua por rebelião, sabotagem, terrorismo e conspiração, Mandela contraiu pneumonia enquanto estava encarcerado. É essa pneumonia que, neste final de semana, deixou o ex-presidente sul-africano em estado crítico aos 94 anos.

domingo, 16 de junho de 2013

sábado, 15 de junho de 2013

Repressão, imagens e redes sociais: a combinação explosiva que fortalece as mobilizações sociais

Muito já foi dito sobre os protestos contra o aumento da passagem em São Paulo – e que se repetem em várias cidades do Brasil – nos últimos dias. Talvez tudo já tenha sido citado pelo menos uma vez por algum militante atuante nas redes sociais ou por algum jornalista no exercício da profissão. Acredito que tenho pouco a agregar sobre o tema, mas o racionamento de caracteres do Twitter não tem permitido que eu me manifeste como gostaria. Por isso, fujo um pouco do tema desse blog para fazer algumas considerações, mesmo usando os mais condenáveis artifícios do texto jornalístico – como esse nariz de cera.

Na segunda-feira, dia 10, quando as manifestações de São Paulo ainda eram apenas obra de um pequeno grupo de vândalos, segundo a grande mídia, assisti em Porto Alegre a uma palestra brilhante do sociólogo espanhol Manuel Castells. Trata-se do principal estudioso sobre essa novidade que são os movimentos sociais que surgem com a ajuda da internet e ganham as ruas.

Tudo começou com os islandeses, revoltados com os efeitos da crise financeira de 2009. Nesse caso, o resultado foi a queda do governo e a elaboração de uma nova Constituição para o país com a ajuda dos mesmos manifestantes, via Twitter e Facebook. Depois apareceram os Indignados na Espanha que exportaram sua revolta para os Estados Unidos, onde nasceu o Occupy. Passaram alguns meses e explodiu a Primavera Árabe, começando pela Tunísia e se alastrando rapidamente. A Síria foi o único país onde o movimento falhou. A influência internacional e a reação violenta do governo contra um movimento que começou (acredite!) pacífico, transformaram a revolta síria em guerra civil. E, como disse Castells, no momento em que o movimento se torna violento, ele morre. Guerra civil e movimentos sociais não podem ocupar o mesmo espaço.


Castells apontou os vários pontos em comum entre todos esses movimentos. Há uma interação entre eles que é obra do mundo conectado no qual vivemos. Mesmo sem abrir um jornal ou sem ligar a TV, é possível saber o que está acontecendo do outro lado do mundo. Por vezes, sem o jornal ou a TV acabamos até sabendo mais.

Entre as várias semelhanças apontadas pelo sociólogo espanhol (que você pode ler aqui, na reportagem que escrevi para o Portal Terra), escolhi três: repressão (o fato), imagens (o registro) e redes sociais (o meio). O que aconteceu em São Paulo coincidentemente na mesma semana que Castells estava no Brasil comprovou todas, mas a força explosiva das imagens indignantes, a revolta causada pela repressão oficial ao movimento e o exaustivo uso das redes sociais para fugir da dependência da mídia tradicional são, para mim, os principais combustíveis do movimento.

Manuel Castells lembra que ainda vivemos na sociedade do medo. Fazer qualquer coisa contra o sistema é perigoso e desafiador. Por isso, na maior parte do tempo, ficamos acomodados. A única coisa que pode fazer com que as pessoas enfrentem esse medo é a revolta. E a revolta é gerada por situações que consideramos injustas, como a repressão, exposta nas imagens das agressões policiais sem justificativa. Se as autoridades quisessem que as manifestações não tomassem essa dimensão, teriam orientado seus agentes de segurança a apenas acompanhá-las. Não foi o que aconteceu. Houve repressão forte, desmedida, injustificável. Aqui cabe aquela metáfora culinária que diz que quando mais você bate, mas o bolo cresce. E é isso.



Na noite de quinta-feira, 13 de junho, a manifestação no centro de São Paulo mal tinha começado e já pipocavam imagens cada vez mais chocantes nas redes sociais. Quando a Polícia Militar passou a agir com violência desmedida contra qualquer um que estivesse à sua frente, as fotos compartilhadas via Twitter e Facebook se tornaram mais alarmantes. As que ilustram essa postagem são as mais fortes: logo abaixo, a repórter do jornal que no mesmo dia publicou um editorial incitando a polícia a retomar a avenida Paulista dos manifestantes apareceu com o olho direito destroçado por uma bala de borracha disparada por algum policial; acima, o casal que um dia antes deve ter comemorado o dia dos namorados é alvo da fúria de um PM sob o olhar atônito de fregueses de um bar ou restaurante; e, lá no topo, o flagrante da agressão gratuita contra um cinegrafista de alguma emissora de televisão. Essas imagens são o que motivaram a revolta cada vez maior que, a princípio, estava na internet ou nas conversas entre grupos de amigos, mas que, na próxima semana, estará nas ruas em manifestações que devem se agigantar.

Particularmente, o termo redes sociais ainda me soa estranho. É algo relativamente novo e, como tudo que é novidade, difícil de ser compreendido. Ao mesmo tempo em que Facebook e Twitter são o lar de piadas e agressões anônimas, também são uma força ainda não compreendida pela mídia tradicional e muito menos pela política e seus atores. Foi nesse ambiente social na internet, onde todo mundo tem voz e vez, que nasceram as mobilizações de São Paulo, da Islândia, da Tunísia, da Turquia, de Porto Alegre etc.

Castells fez questão de ressaltar durante sua fala que as redes sociais não isolam o cidadão, ao contrário do que provavelmente a sua mãe pensa quando manda você sair da frente do computador e “viver um pouco”. Elas reforçam e ampliam a sociabilidade humana de uma forma sem precedentes. Se as nossas mães só podiam organizar protestos pelo voto feminino com suas vizinhas, nós temos a possibilidade de interagir com qualquer pessoa em qualquer lugar do planeta.

Nossos pais e avós merecem todos os méritos por terem participado de grandes mobilizações sociais, como a luta contra a ditadura. Mas eles, a política tradicional e a grande mídia precisam tentar compreender que o mundo mudou e a forma de protestar também. O que não mudou e não mudará – assim espero – é a nossa capacidade de se revoltar e, a partir desse sentimento, exigir mudanças.

"Enquanto tivermos capacidade de indignação e de mobilização, poderemos ir para a prática". Com essa frase, Manuel Castells encerrou sua fala na palestra da última semana em Porto Alegre.

Castells sobre o movimento de São Paulo
Em São Paulo, no preciso momento de sua fala no Teatro Geo (11/06), a avenida Paulista era espaço de tensão entre a polícia militar e os manifestantes contra o aumento das passagens de ônibus. Questionado pelo público sobre o que estava acontecendo na cidade, Manuel Castells respondeu:

"Todos estes movimentos, como todos os movimentos sociais na história, são principalmente emocionais, não são pontualmente indicativos. Em São Paulo, não é sobre o transporte. Em algum momento, há um fato que traz à tona uma indignação maior. Por isso, meu livro se chama REDES de indignação e de esperança. O fato provoca a indignação e, então, ao sentirem a possibilidade de estarem juntos, ao sentirem que muitos que pensam o mesmo fora do quadro institucional, surge a esperança de fazer algo diferente. O quê? Não se sabe, mas seguramente não é o que está aí. Porque, fundamentalmente, os cidadãos do mundo não se sentem representados pelas instituições democráticas. Não é a velha história da democracia real, não. Eles são contra esta precisa prática democrática em que a classe política se apropria da representação, não presta contas em nenhum momento e justifica qualquer coisa em função dos interesses que servem ao Estado e à classe política, ou seja, os interesses econômicos, tecnológicos e culturais. Eles não respeitam os cidadãos. É esta a manifestação. É isso que os cidadãos sentem e pensam: que eles não são respeitados.

Então, quando há qualquer pretexto que possa unir uma reação coletiva, concentram-se todos os demais. É daí que surge a indicação de todos os motivos - o que cada pessoa sente a respeito da forma com que a sociedade em geral, sobretudo representada pelas instituições políticas, trata os cidadãos. Junto a isso, há algo a mais. Quando falo do espaço público, é o espaço em que se reúne o público, claro. Mas, atualmente, esse espaço é o físico, o urbano, e também o da internet, o ciberespaço. É a conjunção de ambos que cria o espaço autônomo. Porém, o espaço físico é extremamente importante, porque a capacidade do contato pessoal na grande metrópole está sendo negada constantemente. Há uma destituição sistemática do espaço público da cidade, que está sendo convertido em espaço comercial. Shopping centers não são espaços públicos, são espaços privados organizando a interação das pessoas em direção a funções comerciais e de consumo. Os cidadãos resistem a isso.

Veja que interessante é o caso da Praça Taksim e do Parque Gezi, em Istambul. Há meses, eles estão protestando contra a destruição do último parque no centro histórico da cidade, onde seria construído um shopping center, um complexo dedicado aos turistas, que nega aos jovens o espaço que poderiam ter para se relacionar com a natureza, para se reunir, para existir como cidadãos. Portanto, é a negação do direito básico à cidade. O direito, como disse Henri Lefebvre, de se reunir e ocupar um espaço sem ter que pagar, sem ter que consumir ou pedir permissão a autoridades. Por isso, tenta-se ultrapassar a lógica da liberdade na internet à liberdade no espaço urbano.

Eu não posso opinar diretamente sobre os movimentos que estão acontecendo neste momento aqui em São Paulo, mas há algumas características de tentar manifestar que a cidade é dos cidadãos. E este é o elemento fundamental em todas as manifestações que eu observei no mundo.

O que muda atualmente é que os cidadãos têm um instrumento próprio de informação, auto-organização e automobilização que não existia. Antes, se estavam descontentes, a única coisa que podiam fazer era ir diretamente para uma manifestação de massa organizada por partidos e sindicatos, que logo negociavam em nome das pessoas. Mas, agora, a capacidade de auto-organização é espontânea. Isso é novo e isso são as redes sociais. E o virtual sempre acaba no espaço público. Essa é a novidade. Sem depender das organizações, a sociedade tem a capacidade de se organizar, debater e intervir no espaço público."

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Equador promove divisão de concessões de rádio e TV entre associações comunitárias, empresas e governos

Será votada na sexta-feira (14/06) na Assembleia Nacional a versão de Rafael Correa da Lei dos Meios criada na Argentina pelo kirchnerismo. A chamada Lei Orgânica da Comunicação do Equador deve ser aprovada, já que o governo tem maioria absoluta no parlamento unicameral.

A principal medida da nova lei é a divisão das concessões de meios de comunicação em partes quase iguais entre associações comunitárias, empresas privadas e o governo. Pelo texto, 34% das frequências de rádio e televisão serão concedidas a meios comunitários, 33% a empresas privadas e 33% aos os governos.

Atualmente, o setor privado controla 85% das emissoras de rádio e 71% das emissoras de televisão do Equador. Opositores de Rafael Correa chamam a medida de “lei mordaça”.

O texto tem mais de 100 artigos que serão votados um por um na Assembleia. Além da divisão das concessões, outra medida que causa polêmica é a proposta de criação de um conselho de regulação dos meios de comunicação.

terça-feira, 11 de junho de 2013

Seguindo os passos do Uruguai, Equador avalia legalizar drogas para combater narcotráfico

Mujica e Correa
O Equador é o segundo país da América Latina a reconhecer que a estratégia de combate ao narcotráfico criada e exportada à força pelos Estados Unidos (baseada na repressão) não está dando certo. Ricardo Patiño, ministro das Relações Exteriores de Rafael Correa, disse nesta terça-feira (11/06) que a saída pode ser “uma certa despenalização, uma certa legalização” das drogas, assim como Pepe Mujica propõe no Uruguai com a maconha.

Por enquanto, não há nenhuma indicação por parte do Equador de ação concreta nesse sentido. Já no Uruguai, o projeto que legaliza a maconha (principal fonte de receita do narcotráfico) deve ser votado no próximo mês no Senado e na Câmara. Como o governo tem maioria nas duas casas, a proposta deve ser aprovada sem problemas. Pontos de discordância entre os quase 30 partidos que formam a base de Mujica foram acertados em reuniões desde dezembro do ano passado, quando o presidente recuou por causa das divergências internas.


O fato de um segundo país latino-americano reconhecer abertamente que a estratégia da repressão está dando errado é muito significativo e representa, ainda que de forma discreta, uma mudança de rumo no enfrentamento ao narcotráfico. A questão é tão delicada que, mesmo sem propor nada, o chanceler do Equador pisa em ovos ao tocar no assunto. Ele defende “uma certa” legalização ou despenalização das drogas. Não compra a briga, pois sabe que está falando para uma população que, apesar de ter um governo de esquerda há alguns anos, ainda é muito conservadora nessas questões.

É fácil supor que o próximo país a discutir essa questão deve ser a Bolívia. A histórica demanda do presidente Evo Morales de legalizar o uso das folhas de coca, costume tradicional indígena, é o mais forte indicativo que seu país também olha a questão de outra forma. No entanto, neste momento Morales está preocupado com a reeleição e concentra esforços em outra velha reivindicação do país: a briga com Chile para recuperar o acesso ao Pacífico. Ao que parece, esse assunto é mais rentável politicamente tanto para Evo, quando para Sebastián Piñera.

E o Brasil? Questões polêmicas como essa mudança de estratégia no combate ao tráfico de drogas enfrentam resistência até para o debate na nossa classe política, que ainda é quem decide. Basta ver os exemplos que aí estão: o matrimônio igualitário, por exemplo, é um tema que urge em todo o mundo minimamente civilizado e patina no Brasil. Enquanto Argentina e Uruguai já vivem essa realidade de igualdade, por aqui saiu um casamento gay com jeitinho bem brasileiro só porque a sexta economia do mundo não pode ficar pra trás...

Se essa radical mudança de estratégia de combate ao narcotráfico começar a ganhar espaço na América Latina, temos motivos de sobra para acreditar que chegará por último em terras tupiniquins.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

Incrível: vídeo mostra OVNI entrando na cratera de vulcão no México

No dia 30 de maio passado, a câmera fixa que a emissora mexicana Televisa mantém mostrando o vulcão Popocatepetl, nos arredores da Cidade do México, gravou uma imagem impressionante. Um objeto luminoso se aproxima do vulcão, dá uma volta e, aparentemente, ingressa na cratera fumegante. Veja o vídeo:

quarta-feira, 5 de junho de 2013

10 coisas que você precisa saber sobre o projeto que vai legalizar a maconha no Uruguai

O partido Frente Amplio deu detalhes sobre a nova versão do projeto que legaliza a maconha no Uruguai. A proposta começará a ser debatida no mês que vem no Congresso uruguaio e deve ser aprovado, já que a base do governo é maioria tanto na Câmara quanto no Senado. 


Veja os principais pontos do projeto:


1) O Uruguai tem cerca de 25 mil consumidores diários de maconha (que chamarei carinhosamente de maconheiros);
2) Outros 75 mil usam irregularmente;
3) Essas pessoas poderão ter acesso à maconha de três formas: plantando, participando de associações para este fim ou comprando do governo;
4) Se optar pelo auto cultivo, cada maconheiro poderá ter até 6 pés de maconha em casa;
5) Se optar por associações, o maconheiro fará parte de uma espécie de clube que será responsável por plantar, produzir e distribuir a maconha entre seus sócios;
6) Se optar por comprar do governo, poderá adquirir o máximo de 40 gramas por mês;
7) O Centro de Farmácias, espécie de farmácia popular do Uruguai, será responsável pela venda da maconha;
8) Em todos os casos, o maconheiro terá que ser registrado no Instituto de Regulação e Controle da Cannabis;
9) Esse organismo será o responsável por dar licenças para essas associações de maconheiros;
10) O projeto também obriga o governo a promover uma campanha de educação e prevenção contra a maconha.

Ex-presidente mexicano Vicente Fox diz que planeja plantar maconha

O ex-presidente do México Vicente Fox (2000-2006) disse que a maconha poderia “gerar uma indústria produtiva” e considerou que é “a única forma de acabar com a violência”. Fox disse que planeja cultivar maconha em sua fazenda em San Cristóbal, na localidade de mesmo nome no estado de Guanajuato, uma vez que isso seja legalmente possível.

“Uma vez que seja legítimo e legal, claro. Eu sou um agricultor, posso fazer isso assim que seja legítimo e legal e seja aprovado como indústria”, disse o ex-presidente. Em julho, a fundação de Fox realizará em sua fazenda um simpósio sobre a legalização da maconha. O evento terá como objetivo explicar os motivos que o levam a crer que a legalização “é o único caminho para tirar o México da violência”.

Vicente Fox lembrou que 40 anos atrás, o presidente dos Estados Unidos Richard Nixon “começou a guerra contra as drogas que foi um fracasso total e absoluto” e afirmou que o mesmo aconteceu com seu sucessor, Felipe Calderón, que lançou uma guerra contra os cartéis. 

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Mujica ganha quadro do Papa e brinca: "vou ter que fazer uma casa nova porque não tenho onde pendurá-lo"

Pepe Mujica abortou sua viagem internacional no meio por causa do cansaço. Depois de passar por China, Espanha e Vaticano, Pepe pediu água e volta para o Uruguai. Aos 78 anos, a viagem foi planejada para desgastar o menos possível a saúde do presidente. Uma médica o acompanhou.

Durante a gira, Mujica foi recebido pelo Papa Francisco no Vaticano num encontro cheio de particularidades. Primeiro, que Mujica é ateu e, mesmo assim, em sinal de educação e respeito ao encontrar com o Papa começou a se abaixar para prestar reverência, quando foi interrompido por Jorge Margio Bergoglio, que lhe deu um abraço apertado. Papas não abraçam.
Depois, os dois conversaram por 45 minutos, a mais longa reunião de Francisco com um presidente. Mujica foi pedir ajuda do Papa para mediar a paz na Colômbia.

Quando Pepe apresentava sua comitiva, mais uma situação curiosa. Mujica apresentou sua médica, que apertou a mão do Papa e ouviu um pedido: “cuida bem dele.”

Por fim, a situação engraçada. O Papa presenteou Mujica com um quadro. “Este quadro de uma das fontes do Vaticano, a Fonte de Santa Marta”, explicou Francisco. Mujica, entre risos, respondeu: “Bem... vou ter que fazer uma casa nova porque não tenho onde pendurá-lo.”


Evo Morales: “minha mãe me curava com urina”

Durante a apresentação de um amplo programa de saúde pública, o presidente da Bolívia, Evo Morales, contou que quando era criança sua mãe tratava suas doenças com urina. Ele ainda disse que mesmo que esse assunto seja engraçado para alguns, a prática ainda persiste na área rural boliviana carente de médicos.

“Lembro que minha mãe me curava com urina. E não sei o que tinha na urina, mas me fazia ficar curado. Vejo que isso lamentavelmente segue ocorrendo nas áreas rurais”, disse Morales, o primeiro presidente de origem indígena da Bolívia.


A prática é comum em comunidades indígenas, onde se acredita que compressas de urina aplicadas sobre a região machucada aliviam as dores.

sábado, 1 de junho de 2013

Aos 78 anos, Barbara Eden se veste de Jeannie

Foi uma cena que poucos imaginavam. Aos 78 anos, a atriz americana Barbara Eden voltou a se vestir como a personagem Jeannie, da sitcom “I Dream of Jeannie” (Jeannie é um gênio, no Brasil), com a qual ficou famosa nos anos 60. Foi no evento Life Ball 2013, que arrecada fundos para a luta contra a aids. Eden compartilhou o palco com o ex-presidente Bill Clinton e com o cantor Elton John.

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Mujica sobre indicação ao Nobel da Paz: "estão loucos!"

Em entrevista à TVE, a televisão pública da Espanha, na manhã desta sexta-feira o presidente do Uruguai, José Mujica, falou pela primeira vez sobre o desejo de uma ONG holandesa de indicá-lo ao Prêmio Nobel da Paz.

Reproduzo a resposta – genial – de Mujica, na íntegra:

“Estão loucos. Que prêmio da paz, nem prêmio de nada. Se me derem um premio desses seria uma honra para os humildes do Uruguai para conseguirem uns pesos a mais para fazer casinhas... no Uruguai temos muitas mulheres sozinhas com 4, 5 filhos porque os homens as abandonaram e lutamos para que possam ter um teto digno... Bom, para isso teria sentido. Mas a paz se leva dentro. E o prêmio eu já tenho. O prêmio está nas ruas do meu país. No abraço dos meus companheiros, nas casas humildes, nos bares, nas pessoas comuns. No meu país eu caminho pela rua e vou comer em qualquer bar sem essa parafernália de gente de Estado.”

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Governo da Venezuela justifica falta de papel higiênico: "as pessoas estão comendo mais"

Nesta sexta-feira o Congresso da Venezuela aprovou a importação 39 milhões de rolos de papel higiênico, produto em falta no país. A previsão é que o estoque dure apenas uma semana.

No mesmo dia, em entrevista a uma televisão local, o presidente do Instituto Nacional de Estatísticas (INE) tentou justificar de maneira inusitada a falta do produto: “as pessoas estão comendo mais”.

Elías Eljuri foi encarregado de divulgar um levantamento feito pelo INE que aponta que os venezuelanos “comem três vezes por dia e mais”. O informa diz que 95% da população está se alimentando melhor e isso justificaria a grande demanda por papel higiênico.

Morri.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Mujica faz 78 anos nesta segunda-feira: veja 10 fatos curiosos sobre o peculiar presidente do Uruguai


O presidente do Uruguai, José Mujica, completa 78 anos neste dia 20 de maio. Figura de destaque mundial por seu estilo simples, "Pepe" termina seu mandato no ano que vem e deixará um país diferente para seu sucessor. O casamento gay, a lei do aborto e o amplo debate sobre as drogas, em especial a maconha, são apenas alguns dos exemplos do já conhecido e aplaudido legado do ex-guerrilheiro.

Para celebrar a data de um líder tão peculiar e importante da América Latina, separei 10 fatos curiosos que talvez você não saiba sobre Pepe Mujica:

1 – Mujica não mora na residência oficial do presidente da República. Preferiu continuar vivendo em sua humilde chácara nos arredores de Montevidéu.

2 – O único bem registrado no nome dele é um Fusca azul caindo aos pedaços.

3 – Mujica sempre anda acompanhado por uma cadela vira-lata de três patas chamada Manuela.

4 – Ele foi preso duas vezes e torturado pela ditadura no Uruguai. Ao todo, passou quase 15 anos detido.

5 – Pepe fugiu da cadeia pelo esgoto e precisou nada entre os dejetos por um bom trecho.

6 – Reza a lenda que, quando foi preso pela segunda vez, Mujica estava andando de bicicleta com uma metralhadora nas costas, uma granada e alimentos – linguiça, pão e vinho.

7 – A mulher de Mujica é senadora no Uruguai: Lucía Topolanski conheceu Pepe quando os dois militavam em um grupo armado de esquerda. Eles não têm filhos.

8 – Mujica era conhecido como “Ulpiano” e Lucía como “La Tronca” nos anos 60 no Movimento de Libertação Nacional-Tupamaros.


9 - Mujica comprou a chácara onde vive até hoje com uma doação internacional.

10 – Na chácara, Mujica e Lucía produzem flores que, agora, são a base de um perfume recém-lançado chamado “U From Uruguay”.