terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Reviravolta no Paraguai: Liberais podem ter filho de Oviedo como vice

Lino Oviedo morreu dia 2 de fevereiro
A chapa Paraguai Alegre suspendeu a inscrição dos candidatos a presidente Efraín Alegre e do vice, Rafael Filizzola, a pedido da viúva do ex-candidato Lino Oviedo. Dez dias após a morte do general golpista em um acidente de helicóptero, Raquel Marín quer incluir o filho, Ariel Oviedo, como vice na chapa do Partido Liberal – sigla do atual presidente Federico Franco.
Efraín Alegre, do PLRA

A eleição no Paraguai acontece no dia 21 de abril. Até o momento, as pesquisas davam ligeira vantagem ao candidato do Partido Colorado, o empresário do ramo de cigarros Horacio Cartes. Logo atrás estava Alegre. Oviedo tinha cerca de 8% nas pesquisas, cifra suficiente para fazer com que a chapa dos liberais ultrapasse o colorado.

O deputado Ariel Oviedo
No entanto, para que Ariel Oviedo seja confirmado na chapa de Efraín Alegre, o Partido Liberal precisa convencer o até então candidato a vice a renunciar. Rafael Filizzola, até agora, não se pronunciou, mas as negociações de bastidores são intensas. A definição deve sair nas próximas horas.

O Partido Liberal retirou o apoio do ex-presidente Fernando Lugo em junho passado, possibilitando assim que a oposição tivesse maioria para promover um juízo político contra ele no Senado. Retirado do cargo acusado de "má gestão", assumiu o vice Federico Franco, do Partido Liberal. O caso foi condenado como golpe parlamentar por vários países e culminou com a expulsão do Paraguai de blocos internacionais, como o Mercosul e a Unasul.


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Jovem cala a Internacional Socialista: “Como pretendemos promover a revolução desde um hotel cinco estrelas?”

Beatriz Talegón, da União Internacional de Juventudes Socialistas, fez um duro discurso aos líderes que estavam reunidos em um encontro do Conselho da Internacional Socialista em Cascais. Vale a pena ver.

“Como pretendemos promover a revolução desde um hotel cinco estrelas?”

Por trás do pedido de demissão do Papa

Quando o cardeal Joseph Ratzinger foi eleito sumo pontífice em 2005, ouvi de uma beata que ele não tinha cara de papa. Oito anos depois, Bento XVI resolveu abrir mão do cargo máximo da Igreja Católica alegando problemas de saúde – como se velhice fosse problema para papa (é quase pré-requisito) - e, com isso, confirma que não tinha nem cara, nem força para o cargo.

É óbvio que os motivos que levaram o Papa a pedir demissão não são, nem de longe, a saúde debilitada ou a idade avançada. As razões são obscuras e, como é costume na Igreja Católica, assim continuarão pelos próximos trocentos anos. Nem eu, nem meus filhos e, é bem possível, nem os meus netos ficarão sabendo qual foi o estopim para esse fiasco histórico do Vaticano.

Em um mundo com cada vez mais ateus (graças a Deus?), a Igreja Católica se vê debilitada por acusações de corrupção, pedofilia e por um discurso retrógado que não se encaixa nos atuais padrões do mundo moderno. É uma facção fada a falência e, com esse mico papal de Joseph Ratzinger, parece aceitar sua debilidade.


quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Autor diz que aiatolá Khomeini ordenou ataque contra João Paulo II


O turco Ali Agca, que em 1981 atirou no papa João Paulo II na praça São Pedro, no Vaticano, afirmou à agência italiana Ansa que a ordem para o ataque partiu do aiatolá iraniano Ruhollah Khomeini. A história está em seu livro Me prometeram o paraíso - Minha vida e a verdade sobre o atentado contra o Papa, recentemente lançado na Itália.

Segundo ele, Khomeini pediu que realizasse o ataque porque considerava o papa "a encarnação de Satanás". Ali Agca cometeu o atentado no dia 13 de maio de 1981. Anos depois, ele se encontrou com o papa, que o perdoou pela tentativa de assassinato.

"Ninguém jamais soube, até hoje, nada sobre minha conversa (com o Papa). Não só eu nunca revelei o conteúdo da nossa conversa a ninguém, mas surpreendentemente, nem ele, nem mesmo o João Paulo II, disse ao mundo o que conversamos naquele dia", escreveu. Ali Agca conta que nesse encontro contou ao papa que Ruhollah Khomeini era o mandante do ataque.

O Vaticano negou as informações escritas na autobiografia do atirador. O porta-voz padre Federico Lombardi, afirmou à Ansa que investigou a histórica por sua conta e que os dados não estão corretos.