terça-feira, 12 de março de 2013

Maduro insinua que Capriles é gay: 'Eu, sim, tenho mulher'


Assim como fez a campanha da hoje ministra da Cultura Marta Suplicy contra o opositor Gilberto Kassab para a prefeitura de São Paulo em 2008, o candidato chavista à presidência da Venezuela, Nicolás Maduro, deu um tiro no pé: em discurso no primeiro dia de campanha, o presidente interino insinuou que o opositor Henrique Capriles é gay. Ele usou o mesmo tom usado pela campanha do PT em 2008, quando um comercial de TV mostrava o rosto de Kassab e perguntava “é casado? Tem filhos?”.

“Eu, sim, tenho mulher, ouviram? Eu gosto de mulheres”, disse Maduro diante de uma multidão de chavistas que o acompanharam ao Conselho Nacional Eleitoral para registrar sua candidatura. Na sequência, Maduro deu um beijo na mulher para provar sua vantagem máscula contra o opositor. Cília Flores, alta dirigente do chavismo, era advogada-geral da União até poucos dias, quando se afastou para participar da campanha do marido.

Capriles, um jovem político de 40 anos, é solteiro e bonito. Reagiu à declaração de Maduro. “Quero enviar uma palavra de rejeição às declarações homofóbicas de Maduro. Não é a primeira vez. Creio numa sociedade sem exclusão, onde ninguém seja excluído por sua forma de pensar, seu credo ou sua orientação sexual”, disse.

Em 2012, Maduro chamou Capriles de maricón (gay), sem meias palavras.

Só para lembrar: o spot da campanha do PT em São Paulo pegou muito mal. Marta perdeu para Kassab por uma diferença de mais de 20%.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Venezuela: Maduro vai registrar candidatura dirigindo um ônibus

Nicolás Maduro, candidato do chavismo à Presidência da Venezuela no próximo dia 14 de abril, foi ao Conselho Nacional Eleitoral dirigindo um ônibus nesta terça-feira para registrar sua chapa. Ex-motorista e ex-condutor do metrô de Caracas, o presidente interino já começou sua campanha.

domingo, 10 de março de 2013

A interessante Venezuela pós-Chávez

"Agora é com vocês!"

Quando Hugo Chávez morreu - seja lá quando isso tenha acontecido - nasceu a dúvida sobre como será a Venezuela sem seu principal líder. "El comandante" chegou num patamar que é capaz de dividir a história política entra as eras pós e pré-Chávez. Não é qualquer um que consegue essa façanha. Só por esse motivo, estando certo ou errado em suas convicções, ele já merece, no mínimo, respeito.

Superada essa fase, a Venezuela tem poucos dias para definir o seu futuro. A nova eleição vai acontecer no próximo dia 14 e opõe Nicolás Maduro, o ex-empregado do metrô de Caracas, e Henrique Capriles, o filho de empresário de família tradicional. As histórias são bem diferente e os fins, também.

Maduro é um fiel seguidor de Chávez. Tudo o que sabe em política aprendeu com o ex-presidente, e foi por causa dele que entrou na área. Antes, era representante sindical dos empregados do metrô da capital. Ele tem sua própria história a seu favor. No entanto, parece que Chávez não era um bom professor, principalmente de oratória. Maduro ainda é artificial nos discursos e confunde gritar com argumentar.

Capriles, por outro lado, além de mais jovem, teve a sorte (e não a culpa) de nascer em uma família tradicional e crescer e ser educado da melhor forma que o dinheiro pode pagar. Despertou muito cedo para a política e, desde o ano passado, tem a função de representar a face da nova oposição na Venezuela. Ponderado, parece ser um bom político.

Neste final de semana, após Capriles anunciar que disputaria o cargo deixado por Chávez contra Maduro, já foi possível observar como será o clima da curta campanha eleitoral: de um lado, o opositor carregado de argumentos, afinal, o governo deu uma boa quantidade de munição com a falta de transparência durante o tratamento de Chávez; de outro, Maduro cagado de medo de enfrentar o voto popular direto pela primeira vez, já que Chávez ganhou de Capriles por uma diferença de apenas 6%.

Em resumo, está interessante. A Venezuela pós-Chávez vive o auge da democracia.

sábado, 9 de março de 2013

Chávez sobre corpos embalsamados: "macabro"

"Onde está o respeito com o ser humano?" Foi a pergunta que Hugo Chávez fez em 8 de março de 2009 quando uma exposição de corpos conservados era inaugurada na Venezuela. No vídeo, revelado pela imprensa neste final de semana, Chávez se refere ao evento como “macabro” e critica que as pessoas pagavam para ver os corpos embalsamados.

Na quinta-feira, o governo da Venezuela anunciou que o corpo de Chávez, morto de câncer aos 58 anos, será embalsamado e exposto no Museu da Revolução, em Caracas.

Chávez x diarreia

Hugo Chávez era hilário. Isso ninguém pode negar. Esse fragmento de uma das tantas cadeias nacionais estreladas pelo líder da revolução bolivariana é um dos momentos mais engraçados que já vi. Chávez conta seu sofrimento no dia que participava de um ato público e estava com diarreia. Ótimo orador, ele vai melhorando a história ao poucos: enfrenta uma cadeia nacional ao vivo, foge em um ônibus em busca de um banheiro, é cercado por centenas de trabalhadores e, no final, ainda enfrenta cães antes de chegar ao "trono".