quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Mujica e as sandálias da humildade: recusa imitações

Com o calor de 38º em Montevidéu nesta quinta-feira, o presidente Pepe Mujica apareceu de sandálias de couro na cerimônia de posse do novo ministro da Economia. 

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

No Uruguai laico, o Natal é o "Dia da Família"; veja os votos de Mujica e outros presidentes


Os presidentes latinos usaram as redes sociais, programas de rádio e pronunciamentos na televisão para desejar seus votos de felizes festas. Observando o discurso de cada presidente da América Latina, apenas dois se destacam: a fala do ateu Mujica e o slogan ‘feliz chavidad’ de Maduro.

No Uruguai, o Natal é - por lei - o “dia da família” desde o início do século passado. Como Estado laico, o país não tem nenhum feriado religioso. A Semana Santa, por exemplo, foi transformada na Semana do Turismo.

Pepe Mujica – que é ateu – usou seu espaço na Rádio Uruguay para falar sobre o assunto. Disse que não poderia falar de outro assunto porque o Natal toma conta de todos. Citou os ‘costumes não cristãos’. Fez questão de mandar um ‘abraço simbólico’ aos 'jovens que estão olhando para o futuro com alegria e incertezas'.

‘Há muitas pessoas que estão sozinhas. Sozinhas porque sim, porque a roleta da vida assim quis’, disse Mujica. O presidente falou por telefone, ao vivo, na manhã de terça-feira. Ouça o áudio completo aqui (no início da fala do presidente é possível alguém picando alguma coisa ao fundo... seria dona Lucía fazendo o almoço?).

O Natal de outros presidentes latinos:
Sebastián Piñera, presidente do Chile
“Não esqueçamos que os homens fazem os tempos. Sejamos melhores e os tempos serão melhores, e uma casa dividida nunca prevalecerá.”

Enrique Peña Nieto, presidente do México
“Nesta data simbólica, que nos convida para uma reflexão, desejo saúde, paz e felicidade na companhia de seus entes queridos.”

Nicolás Maduro, presidente da Venezuela
“Feliz Chavidad”




Ollanta Humala, presidente do Peru
Apareceu com a família inteira em rede nacional para desejar feliz Natal. A primeira-dama e cotada para suceder o marido, Nadine Heredia, inclusive.






Horacio Cartes, presidente do Paraguai
“Que a paz e a alegria reinem em todos os lares paraguaios”

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Com prancha de surf, Evo pede 'um mar para a Bolívia'

Reprodução: Facebook
Desde que assumiu como presidente da Bolívia, o índio Evo Morales tem uma obsessão por desfazer uma injustiça histórica: devolver o acesso ao mar para o seu país, perdido na Guerra do Pacífico. Em suma, Evo quer surfar. E deixa isso claro na edição comemorativa de três anos da revista “La Garganta Poderosa”. O presidente aparece segurando uma prancha onde se pode ler “Urgente um mar para a Bolívia”.

Particularmente, acho essa demanda do Evo justa. Sobretudo porque o que ele busca nada mais é do que cumprir o que está escrito na Constituição. Sim! É fato. Está lá: a “recuperação do acesso ao oceano Pacífico” consta como um objetivo nacional boliviano na Carta Magna do país!

Separei algumas frases interessantes da entrevista:

“Não podemos esquecer-nos de onde viemos, nem dos saques aos quais padecemos, nem nossos sofrimentos, nem os 500 anos de submissões.”

“Só me mudavam a roupa para tirar os piolhos.”

“Ficaria muito feliz em dar asilo político ao Snowden.”

“Se a cocaína fosse ianque, seria legalizada em todo o mundo.”

Reportagem da revista aqui.

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Chile: Michelle Bachelet tem 63,7% das intenções de voto; eleição ocorre no domingo

A ex-presidenta Michelle Bachelet deve vencer o segundo turno das eleições presidenciais no Chile no próximo domingo. Segundo uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, ela tem 63,7% dos votos contra 36,3% da candidata da direita, Evelyn Matthei. 

Bachelet governou o Chile até março de 2010 e saiu do La Moneda com aprovação de 80%. Não há reeleição imediata no país.

O segundo turno da eleição presidencial acontece no próximo domingo e será o segundo pleito com voto voluntário. Com o voto voluntário, 23% dos entrevistados nessa pesquisa afirmaram que não irão votar. No primeiro turno, mais da metade dos eleitores não foi às urnas.

Os números das duas candidatas – amigas de infância cujos pais serviram juntos até o golpe de 73 – variam quando a empresa Ipsos pergunta se o eleitor tem certeza que votará no domingo. Entre os eleitores decididos, Bachelet tem 66,3% dos votos. No dia 17 de novembro, a ex-presidenta ficou a três pontos percentuais de vencer no primeiro turno.