segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Depois de Cristina: quem será o próximo presidente da Argentina?

Scioli, Macri e Massa
O próximo ano será intenso politicamente na vizinha Argentina. Todas as atenções, desde agora, estão voltadas para outubro, quando os argentinos vão escolher o próximo presidente e renovar parte da Câmara e do Senado.

Ao contrário do alertado nos últimos anos pela oposição, a atual presidenta Cristina Kirchner não concorrerá a um terceiro mandato. Para isso, ela precisaria propor uma mudança na legislação eleitoral. Apesar de ter maioria legislativa para tal, a presidenta optou por ‘não concorrer a nada’, segundo declarou.

O cenário eleitoral já está praticamente definido: serão três os principais candidatos com chances de vencer a eleição presidencial. Na situação, o governador da província de Buenos Aires, Daniel Scioli, é o mais cotado. Ele deve ser o candidato de Cristina e já ensaia o discurso vinculado com o da presidenta.

A oposição aposta no prefeito da cidade de Buenos Aires, Mauricio Macri. O empresário ex-presidente do Boca Juniors está no segundo mandato como prefeito, sendo que venceu a eleição de 2011 com 64% dos votos no segundo turno.

Sergio Massa corre por fora. Após romper com o kirchnerismo, o deputado fundou o partido Frente Renovador e começou a alicerçar as bases de sua candidatura presidencial em 2015. Começará o ano como o “mais garantido” no pleito, já que as candidaturas de Scioli e Macri dependem de uma série de fatores.

Pesquisas
No meio de 2014, as pesquisas incendiaram ainda mais o debate pré-eleitoral na Argentina ao apontar os três praticamente empatados. Na época, o instituto Managment & Fit apontava Massa 25%, Scioli 25% e Macri 20%. Outra pesquisa, do instituto Aurelio, deu Scioli 25%, Massa 21% e Macri 19%; Já a empresa Isonomía apontou Scioli 27%, Massa 23% e Macri 23%.

Os três discursos são previsíveis. Scioli vai colar sua imagem nas conquistas sociais do governo de Cristina Kirchner, Macri vai propor uma ruptura e centrar as críticas nos problemas da economia e Massa deve aparecer como aquele que pretende fazer tudo o que o kischnerismo deixou para depois.